Isabel II tinha preparado discurso da III Guerra Mundial

III Guerra Mundial

A revelação foi feita por um relatório dos serviços secretos britânicos que traz agora ao conhecimento público o período conturbado de 1983, quando Tatcher era primeira ministra, em que o período da Guerra Fria atingiu o auge. Este discurso e todas as restantes preparações para um possível ataque nuclear provindo do bloco soviético foram realizados com base num report feito pelo embaixador britânico em Moscovo que classificava o vocabulário de guerra dos moscovitas como sendo “deveras inquietante”.

Nas melhores previsões, os analistas de Isabel II previam, em caso de ataque, 33 milhões de baixas sendo um destes milhões exclusivamente da cidade de Londres. Todos os membros do governo tinham ordens para se espalharem pelo país e formarem governos embrionários que tentariam depois generalizar a todo o país, em caso da morte do Primeiro Ministro. Até o número 10 de Downing Street foi equipado por um sistema inovador de deteção do lançamento de armas nucleares contra território da Grã Bretanha.

Composto por duas páginas, o discurso foi preparado por altos funcionários ingleses e continha referências simbólicas muito fortes, como: “O

nosso corajoso país deve ainda preparar-se para sobreviver às adversidades. Nunca mais esqueci a tristeza e o orgulho que senti quando a minha irmã e eu, no nosso quarto, ouvíamos as palavras inspiradoras do meu pai pela rádio, naquele dia fatídico de 1939. Em momento algum poderia ter imaginado que esse solene e horrível dever regressasse” ou ainda “Enquanto fazemos todos os possíveis para combater este novo mal, rezemos pelo nosso país e pelos homens de boa vontade, onde quer que estejam. Que Deus vos abençoe.”

Ainda bem que Sua Majestade nunca teve necessidade de proferir este discurso.