Será Marte destino espacial a partir de 2030?

SLS_configurations

A NASA (agência norte americana dedicada às questões espaciais) tem vindo a redefenir os seus programas de atividades, em virtude dos condicionamentos tecnológicos e de orçamento que tem vindo a enfrentar, no sentido de assumir cada vez mais Marte como o próximo destino de exploração planetária. Depois do cancelamento pelo presidente Obama do programa Constelação, por derrapagem orçamental, as caraterísticas de desenvolvimento do novo veículo espacial SLS (Space Launch System) – já que os velhinhos Shuttles foram descomissionados – estão a ser desenvolvidos tendo como objetivo o novo destino: Marte.

A NASA tem vindo a recolher participações da comunidade científica mundial para o desenvolvimento do programa que deverá pôr um homem em Marte em 2030. Esses contributos assumem a forma de parcerias comerciais como a que já demos conta aqui no Rumonet em que ficámos a conhecer o aspeto das possíveis habitações marcianas e na recolha de funcionalidades que deverão equipar o rover 2020, um novo veículo de exploração marciana que deverá chegar ao planeta vermelho 10 anos antes dos humanos. Alguns dos componentes mais curiosos são uma câmara para detetar elementos orgânicos, outra para detetar minérios, e outra ainda que lhe permite detetar estruturas (?) enterradas no solo marciano. Estes contributos vêm de países tão diversos como a Espanha, a Finlândia ou a França, por exemplo. O programa prevê agora um investimento fixo de 1.300 milhões de dólares para o veiculo de carga que fará a missão, a que se juntam outros 1.500 milhões de dólares para desenvolver uma cápsula Orion, onde vão voar os tripulantes, e sistemas terrestres associados. A nova versão da nave que será usada na missão significa uma redução de 400 milhões de dólares no orçamento do programa. 

Outro pequeno passo para o homem e mais um gigante para a humanidade?