Irá a Escócia seguir como independente?

David CameronO referendo que pode fazer com que o Reino Unido deixe de ser tão unido é já amanhã. Uma sondagem realizada hoje mostra que o não vai à frente, mas por uma diferença mínima, de cerca de 4%, quando ainda há 14% de eleitores que podem fazer tombar o resultado para qualquer um dos resultados. Se estes 14% continuarem a evoluir as preferências de voto da mesma forma teremos uma autonomia mais reforçada da Escócia, conforme compromisso já assumido por David Cameron, Ed Miliband e Nick Clegg. (Re)Lembremos que a união entre a Inglaterra e a Escócia foi feita voluntariamente e que não há qualquer outro vínculo de subordinação a não ser este acordo.

No último dia da campanha, numa carta dirigida à população escocesa, o primeiro-ministro escocês Alex Salmond pediu aos eleitores para se distanciarem dos argumentos políticos e das estatísticas que têm definido a campanha e para confiarem neles próprios na altura de votar, acrescentando que o poder de decidir o futuro do país está nas suas mãos.“Já não há quase nada a dizer. As campanhas falarão por si. Ficamos apenas nós — as pessoas que vivem e trabalham aqui. As únicas pessoas com uma palavra a dizer. As pessoas que importam. As pessoas que, por algumas horas preciosas durante o dia da votação, têm nas suas mãos a autoridade, o poder, a soberania. É o momento mais poderoso que qualquer um de nós alguma vez irá ter. O futuro da Escócia — o nosso país nas nossas mãos”, pode-se ler na carta, citada pela BBC. “O que fazer? Apenas cada um de nós sabe. Quanto a mim, apenas peço isto: tomem uma decisão com a cabeça e consciência tranquilas”, conclui.

Ainda que a campanha seja louvável, este ímpeto veio despertar outras consciências separatistas por essa Europa fora como é o caso da Catalunha, na Espanha e os ímpetos do tio João no nosso quintal, na Madeira.