Há países que se estão a afundar… literalmente.

A subida do nível de águas do mar é uma ameaça real para os estados arquipelágicos como é o caso das Ilhas Tuvalu, da Papua Nova Guiné e da Indonésia. Este último estado, constituído por cerca de 18000 ilhas tem cerca de 80% da sua população a viver a menos de três kms da orla costeira das 800 ilhas que se mantém habitadas. No entanto um relatório da empresa britânica Maplecroft alertou para a possibilidade das mudanças climáticas poderem afundar 1500 ilhas indonésias até 2050.

Esta realidade, distante para nós, é uma realidade tão presente para os indonésios que estão já a construir aquela a que chamam a “grande muralha”: um megaprojeto que tem por objetivo proteger a capital do país, Jacarta, cada vez mais vulnerável às intempéries em geral e ao avanço do mar em particular. Uma obra que as autoridades apresentam como “de vida ou de morte”, de modo a conter as inundações que, ano após ano, provocam um crescente número de prejuízos e vítimas: em 2007, a cidade assistiu às piores cheias dos últimos três séculos, que fizeram quase uma centena de mortos e deixaram dezenas de milhar sem casa; este ano, mais tranquilo, ainda “só” houve uma dúzia de mortos e umas largas centenas de desalojados. E se o crescimento demográfico, a caos urbanístico e a própria localização da antiga Batávia contribuem – e de que maneira – para as catástrofes, há um outro fenómeno incontornável: a subida do nível das águas. É para as conter que está a construir-se, ao largo da cidade onde vivem quase 10 milhões de pessoas, um muro de sete metros de altura que irá funcionar como um sofisticado sistema de diques cuja eficácia ainda suscita muitas dúvidas – incluindo aos grupos ecologistas -, embora a obra tenha como consultoras e parceiras duas empresas holandesas.

Por esclarecer fica apenas a suspeita de estar alterações serem provocadas pelo homem ou apenas movimentos cíclicos do planeta.