Philae acometou três vezes…

A parte mais complicada da missão que ontem teve lugar a mais de 500.000 de Kms da terra até correu bem. O módulo Philae saiu bem da sonda roseta, desceu bem até ao cometa e pousou no local previsto. Festa. Os espigões que deveriam fixar o módulo de exploração à superfície do cometa é que não funcionaram, o que faz com que o cometa esteja pousado apenas pela força gravítica inerente ao cometa Churyumov-Gerasimenko, que, por sua vez, viaja a grande velocidade pelo espaço sideral a caminho do sol.

Se as baterias aguentarem, o módulo vai, durante os próximos dois dias e meio, realizar a primeira fase da missão científica – uma imagem panorâmica a partir do local de “aterragem”, incluindo imagens em três dimensões, análise da composição à superfície e a uma profundidade de 23 centímetros. Para uma segunda fase, espera-se que a poeira assente e que a energia solar seja suficiente para carregar as baterias. Se resultar, a segunda fase da missão vai durar até março de 2015. A partir daí, e à medida que o cometa se aproximar do Sol, a temperatura à superfície será demasiado alta para o Philae continuar a funcionar, refere o comunicado da ESA. A sonda Rosetta continuará a seguir o cometa até ao final de 2015, mas a uma distância maior porque a 13 de agosto de 2015 o cometa atinge o ponto mais próximo do Sol – “apenas” 185 milhões de quilómetros, mais ou menos entre a órbita da Terra e Marte.

Será que poderemos passar a extrair petróleo destes cometas que passam? Ou ouro… quem sabe…