EUA quebram isolamento de Cuba

O isolamento a que os EUA votaram cuba há mais de 50 anos, parece finalmente ter chegado ao fim. Depois de uma hora ao telefone, Barak Obama e Raul Castro limaram as últimas arestas de um acordo que tinha vindo a ser secretamente negociado entre um colaborador muito próximo e de plena confiança do presidente dos Estados Unidos e membros da cúpula do regime cubano. O acordo começou por ser delineado no Canadá, depois passou pelo Vaticano, em Roma e acabou no contacto telefónico entre os dois líderes.

No discurso em que anunciaram ao mundo que as relações diplomáticas entre Cuba e os EUA serão reatadas, Barack Obama e Raul Castro enalteceram a importância que o Papa teve no desfecho. Obama agradeceu – “Obrigado. Especialmente ao Papa Francisco” – e Raul Castro também enalteceu a participação de Bergoglio – “por facilitar a negociação entre ambos os países”. Passados apenas alguns minutos das respetivas declarações de Castro e Obama, a secretaria de estado do Vaticano fez saber que “ao longo dos últimos meses” Jorge Mario Bergoglio escreveu a ambos os líderes “convidando-os a resolver questões humanitárias de interesse comum, como a situação de alguns detidos, para dar início a uma nova fase das relações entre os dois países.”

Terá a estabilidade chegado à ilha do lagarto? Obama aumenta os seus níveis de sucesso em várias frentes.